Júlio Cézar Leonardi e Grupo Fandangueiro iniciam na carreira musical

Brasil, 19 de abril de 2008
 


Beltronenses vão apostar no baile gaúcho, uma tradição que está se perdendo.

Rodrigo Accorsi

Em meados da década de 1990, o jovem Júlio Cezar Leonardi começou a se interessar pelo acordeon que seu pai guardava em casa e ali iniciava suas atividades como músico. Depois de aprender os primeiros passos do instrumento com o próprio pai, ele se apaixonou ainda mais pela gaita e decidiu que era a hora de buscar uma formação no instrumento, o que acabou fazendo por mais de 10 anos.
Sentindo que a música começava a surgir em sua vida para ficar, o agora radialista e bancário Júlio Cezar, começou a acreditar que poderia iniciar um projeto para definitivamente ingressar na carreira musical. Em 2001 gravou seu primeiro CD com solos de acordeon, que não foi lançado comercialmente.
Hoje, Júlio Cezar Leonardi está acompanhado do Grupo Fandangueiro e, um show no CTG Recordando os Pagos, dia 14 de junho, vai marcar a data como o marco inicial da carreira do grupo. As mesas já estão sendo vendidas pelos fones (46) 9975-6077, 9915-1308 e 3524-5907.

Disco oficial

No ano passado o músico beltronense Júlio Cezar Leonardi lançou o CD “Abraçado na Gaita”, com 13 composições próprias e com a participação de vários músicos do grupo gaúcho Os Monarcas. Até agora, ele afirma que já foram vendidas cerca de 1.600 cópias do disco e que vê o momento como o ideal para se lançar definitivamente na carreira musical.
Para ficar definitivamente “abraçado na gaita”, Júlio Cezar Leonardi, na companhia de mais sete músicos da região formou o Grupo Fandangueiro, assumindo em tempo integral sua carreira artística, com a idéia de tocar bailes gauchescos por todo o sul do Brasil. “Nossa idéia é trabalhar com o baile tradicional gaúcho, sem modismos. Queremos resgatar essa tradição, que infelizmente está se perdendo”, fala.

De cabeça no projeto

Júlio Cezar Leonardi conta que, após muito refletir sobre o assunto, decidiu entrar de cabeça na vida artística.
“Já venho amadurecendo a idéia há pelo menos três anos e a decisão veio agora porque consegui reunir o pessoal certo, no momento certo”, diz.
Ele fala ainda que a família deu total apoio à sua decisão. “Eles me apoiaram em tudo, integralmente e estão torcendo muito para que a carreira do Grupo Fandangueiro tenha muito sucesso”, comemora.

Escola

“Minha escola se chama ‘Os Monarcas’. Convivi e aprendi com eles a preservar a tradição da música gaúcha e o nosso estilo é esse: tradicional e campeiro”, revela Júlio Cezar. Ele conta ainda que, com a formação do grupo, não pretende abandonar sua carreira solo. “Pretendo continuar compondo e gravando trabalhos solo, mas o foco maior do meu trabalho será agora a animação de fandangos com o grupo. Tive a felicidade de reunir alguns dos melhores músicos da nossa terra para me acompanhar. Estamos começando devagarinho, num projeto que é uma grande paixão. Queremos ser a nova opção neste segmento, ao lado dos grandes grupos do Sul do Brasil”, entusiasma-se.

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