Lôco de Bom
Vaneira – MI/RÉ/RÉb
Letra: Aldo Couto Gonçalves/Júlio Cézar Leonardi
Música: Júlio Cézar Leonardi

Segura, seu gaiteiro, que isso tá lôco de bom...
baile de lustrar fivela e de desmanchar batom;
vou gastar o taco da bota neste fandango cuiudo;
não tem cerca que me ataque, hoje eu tô mesmo com tudo;
vaneirão da moda véia, desses tal de limpa-banco,
dança o grande e o pequeno e até mesmo quem tá manco;
e o chinedo alvoroçado, assanhado na festança,
vai gritando: “Quem não dança, pode segurar a criança”.

            Isso tá lôco de bom...  isso tá lôco de bom;
            nessa vaneira marcada, atravesso a madrugada, que isso tá loco de bom;
            isso tá lôco de bom... isso tá lôco de bom;
            rodopiando pela sala, hoje estropilho as cangalhas, que isso tá loco de bom.

Segue o sorongo animado, num compasso afigurado,
não tem alma que resista, não tem quem fique parado;
vai troteando a gauchada, se cutuca e acotovela,
num salseio sem tamanho, igual pipoca na panela;
pega fogo na bailanta, vejo o pó se levantar,
e até bugio bem feio arruma prenda pra dançar
cada vez chega mais gente, e a sala fica pequena,
e eu me aperto mais um pouco nos braços dessa morena.

            Isso tá lôco de bom...  isso tá lôco de bom;;
            nessa vaneira marcada, atravesso a madrugada, que isso tá loco de bom;
            isso tá lôco de bom... isso tá lôco de bom;
            rodopiando pela sala, hoje estropilho as cangalhas, que isso tá loco de bom.

            Isso tá lôco de bom...  isso tá lôco de bom;;
            nessa vaneira marcada, atravesso a madrugada, que isso tá loco de bom;
            isso tá lôco de bom... isso tá lôco de bom;
            rodopiando pela sala, hoje estropilho as cangalhas, que isso tá loco de bom.