Gaiteiro Fandangueiro
Vaneira
Letra: Aldo Couto Gonçalves
Música: Júlio Cézar Leonardi
Alguém perguntou pra  mim: “ Mas porque tu é gaiteiro ?
         
Respondi no pé da letra:  “ É porque sou fandangueiro,
recebi o dom divino, não posso desperdiçar; a nobreza do meu pago é meu dever exaltar !” Sou gaiteiro fandangueiro, gaúcho de tradição; quando pego na cordeona, levanta poeira do chão, toco firme no compasso, faço tremer o salão, cantando de peito aberto num fandango de galpão; sou gaiteiro fandangueiro, gaúcho de tradição, cantando de peito aberto num fandango de galpão.
Na destreza do meu  braço, dou-lhe gaita em qualquer canto;
         
sou gaiteiro fandangueiro,  herdeiro do pago santo;
         
ser gaiteiro é um privilégio,  que não é pra qualquer um;
         
se eu me desfizer da  graça, não vou a lugar nenhum.
         
Sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição; quando pego na cordeona, levanta poeira do  chão,
         
toco firme no compasso,  faço tremer o salão, cantando de peito aberto num fandango de galpão;
         
sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição, cantando de peito aberto num fandango de  galpão.
       
       
       
O mundo é minha morada  debaixo do céu azul,
         
gaiteiro por  excelência, cantando meu pago-sul; 
         
sou amigo dos amigos,  sem maldade, sou sincero;
         
ser gaiteiro  fandangueiro é tudo o que eu mais quero;
         
Sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição; quando pego na cordeona, levanta poeira do  chão,
         
toco firme no compasso,  faço tremer o salão, cantando de peito aberto num fandango de galpão;
         
sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição, cantando de peito aberto num fandango de  galpão
       
       
E pra aqueles que não  gostam de me ver assim, feliz,
         
tenho Deus como  parceiro e já tive tudo o que quis;
         
canto o meu Sul amado,  pois me cobra a consciência, 
         
já me disse Dom  Gildinho, qualquer prêmio é conseqüência.
         
Sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição; quando pego na cordeona, levanta poeira do  chão,
         
toco firme no compasso,  faço tremer o salão, cantando de peito aberto num fandango de galpão;
         
sou gaiteiro  fandangueiro, gaúcho de tradição, cantando de peito aberto num fandango de  galpão.